Marcola contesta acusação do MP sobre lavagem de dinheiro com PCC e Deolane
Por Vitória Virgínia
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital), protocolou nesta quarta-feira (4) uma resposta às acusações apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo contra os investigados na Operação Vérnix, deflagrada em maio deste ano.
A investigação, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa, levou à prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, suspeita de envolvimento com o grupo e de ocupar uma posição de destaque em sua estrutura financeira e empresarial.
A ação ainda mirou, além da influenciadora, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, familiares de Marcola.
Na manifestação apresentada esta semana, a defesa, representada pelo advogado Bruno Ferullo, apontou supostas irregularidades desde a fase de investigação, que, para ele, "comprometem a validade de atos do processo".
Além disso, o advogado também solicitou acesso a elementos da apuração que ainda não foram disponibilizados e a realização de diligências para esclarecer os fatos.
Ao contestar as acusações, a defesa sustentou que as provas apresentadas pelo Ministério Público são insuficientes para demonstrar a responsabilidade penal atribuída a cada um dos investigados.
À CNN Brasil, a defesa de Marcola informou que aguarda a manifestação do Ministério Público e a posterior análise dos pedidos pelo juízo.
Operação Vérnix
Segundo o Ministério Público de São Paulo, a família de Marcola atuava junto da influenciadora para lavar dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), considerada a principal facção criminosa do país.
As apurações que culminaram na operação Vérnix tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau.
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O material, encontrado com dois detentos, detalhava a dinâmica interna da facção e mencionava uma "mulher da transportadora" que colaboraria com o levantamento de endereços de agentes públicos para possíveis ataques.
A investigação aponta que Deolane e membros da família de Marcola, principal liderança do PCC, são alvos de um inquérito que apura crimes de lavagem de capitais e organização criminosa.