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Planalto vê risco de novas medidas de Trump após EUA prorrogarem sanções
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Política

Planalto vê risco de novas medidas de Trump após EUA prorrogarem sanções

Por Vitória Virginia

O governo brasileiro não descarta que os Estados Unidos imponham novas sanções ao Brasil após o acirramento de tensões na relação bilateral entre os países, segundo apuração da CNN junto a fontes diplomáticas.

O sinal de alerta está, de acordo com integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), justamente na decisão do governo de Donald Trump de ter prorrogado a ordem executiva que declarou emergência nacional contra o Brasil, ou seja, a continuidade das sanções já aplicadas ao país.

A medida dos EUA foi usada em 2025 para estabelecer tarifas de 50% aos produtos importados, mas não tem efeitos hoje, já que foi barrada pela Suprema Corte norte-americana.

De acordo com relatos feitos à CNN, uma ala da direita brasileira com trânsito no Departamento de Estado vêm afirmando nos bastidores que o episódio instala uma nova ofensiva de sanções contra o país.

Além disso, nos últimos dias, o Itamaraty negou vistos a dois membros do Departamento de Estado do governo Trump. No pedido, os funcionários dos EUA deixaram explícito que queriam tratar sobre o sistema eleitoral com autoridades brasileiras.

Uma reportagem publicada pelo jornal americano "The Washington Post" revelou que os dois tinham planos de preparar um ataque à confiabilidade das urnas e do sistema eleitoral. Ambos respondem diretamente ao secretário de Estado, Marco Rubio, tido como um dos principais aliados da família Bolsonaro em Washington.

Uma outra ala de diplomatas consultados sob a condição de anonimato veem como mais remota a possibilidade do anúncio de novas tarifas. Sanções como a retirada de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky, porém, não estão fora do radar.

No momento mais crítico das relações no ano passado, os EUA aplicaram a Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e retiraram vistos de outros membros da Corte e autoridades do governo brasileiro.

Em compasso de espera, o Palácio do Planalto indica que os canais de diálogos com a Casa Branca seguem desobstruídos, mas sinalizam que estes espaços não vêm sendo utilizados pela diplomacia de lado a lado desde o tarifaço. Com informações da CNN.