“Como eu cheguei aqui, levarei para o túmulo”, diz Flávio
Por Vitória Virgínia
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou ter recebido ajuda do presidente americano, Donald Trump, para deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos após o segundo turno das eleições presidenciais.
“Como eu cheguei aqui, levarei isso para o túmulo. Foi tudo obra minha”, disse Flávio em entrevista ao The New York Times.
Segundo o senador, não havia um plano prévio para deixar o país. A decisão foi tomada depois que a Polícia Federal (PF) o intimou a entregar os passaportes.
"Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, afirmou.
Flávio contou que decidiu deixar o Brasil após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar.
“Ele olhou nos meus olhos e disse: ‘Você já sabe onde eles querem chegar com isso, não é?’”
O senador afirmou que não compartilhou com Jair Bolsonaro os planos de deixar o país. Segundo ele, apenas sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e as filhas sabiam do objetivo.
Novas eleições
Na entrevista, Flávio disse que a família está se adaptando ao novo estilo de vida nos Estados Unidos, mas não descartou a possibilidade de novas eleições no Brasil.
“Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente”, afirmou.