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"Já está acontecendo", diz coordenador executivo da campanha de Raquel sobre possibilidade de disputa à Presidência em 2030
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"Já está acontecendo", diz coordenador executivo da campanha de Raquel sobre possibilidade de disputa à Presidência em 2030

Quase um mês após o término do primeiro turno das eleições gerais de 2026, o coordenador-executivo da campanha à reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), o cientista político Bruno Oliveira, disse que o resultado das urnas, seja positivo ou negativo, não pode ser atribuído a um único fator, e citou como exemplo as diversas estratégias adotadas para garantir a renovação do mandato da atual chefe do Palácio do Campo das Princesas. Confrontado em relação às pesquisas que, em 2024, apontavam uma possível vitória do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), e o que teria contribuído para alterar o placar final, atribuiu a mudança de cenário, entre outros aspectos, às entregas do governo.

"Os dois anos finais do mandato da governadora (2025-2026) foi um período muito marcado por entregas, o que fez, inclusive, sua aprovação subir e chegar muito forte na disputa à reeleição. Outro ponto foi o reposicionamento da governadora nas redes sociais, feito desde o ano passado, em contraponto à forte presença do ex-prefeito João Campos no ambiente digital", elencou o marqueteiro em entrevista exclusiva à Rede Pernambuco de Rádios e ao Blog do Alberes Xavier.

Já no âmbito da campanha política, Bruno observou o que classificou como "cenário confortável" o ambiente herdado pelo então vice-prefeito Victor Marques (PCdoB), sucessor de João na Prefeitura do Recife, razão pela qual a estratégia "raquelista" decidiu por centrar esforços na capital para neutralizar a força do adversário em sua principal base eleitoral. "Diria que esses fatores somados foram decisivos, além de toda desenvoltura que a governadora tem e a disposição de andar pela Região Metropolitana (RMR) e se conectar com o povo".

Descartou ainda que o desempenho da governadora nas urnas possa ser lido como um "milagre eleitoral", tendo em vista o apoio do presidente Lula (PT) ao então candidato João Campos (PSB), que, apesar de não ter sido eleito, conseguiu emplacar Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) no Senado, enquanto Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadelha (PSD), aliados de Raquel, ficaram de fora.

"Raquel é sinônimo de competência, não de milagre. E isso não acontece à toa. A narrativa de João Campos por si só não se sustentava, a coisa de ser do time de Lula, de ser o candidato de Lula. Isso porque as pessoas não são de um todo leigas, elas conhecem a história e sabem que PT e PSB foram adversários há algum tempo, por exemplo. A governadora, por sua vez, nunca se furtou de agradecer ao presidente Lula, mesmo com os adversário tentando 'colar' nela a imagem de bolsonarista, algo que ela nunca foi", destrinchou.

Por fim, quando perguntado sobre uma eventual projeção nacional da governadora a partir do segundo mandato e a possibilidade de vir a assumir uma pré-candidatura ao Palácio do Planalto em 2030, Bruno disse "não ter nenhuma dúvida de que isso já está acontecendo".

"Pernambuco é um estado muito importante. E nessas eleições Lula reafirmou a importância do Nordeste. Não tenho dúvida, portanto, de que, em 2030, o Nordeste, de alguma forma, estará representado nas chapas presidenciais, seja como cabeça ou vice. Agora, se a governadora Raquel Lyra vai estar bem posicionada em relação às outras pessoas que estarão na disputa, somente o tempo irá dizer. E cabe lembrar que a governadora está no PSD, um dos principais partidos do país, presidido por Kassab, conhecido por sua habilidade política. Tenho certeza de que o convite para Raquel ingressar no partido não foi à toa", pontuou.