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Alckmin rebate declaração de Trump sobre eleição: “Totalmente equivocada”
Marcelo Camargo
Eleições

Alckmin rebate declaração de Trump sobre eleição: “Totalmente equivocada”

Por Vitória Virginia

O vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin (PSB), rebateu nesta segunda-feira, 26, a declaração do presidente americano, Donald Trump, de que as eleições presidenciais parecem ter sido fraudadas.

Segundo Alckmin, o país é um “exemplo” de “segurança jurídica” em pleitos eleitorais.

“Olha, totalmente equivocada, né? Primeiro não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo não tem nenhum referencial pra dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo pro mundo. De urna eletrônica, de segurança jurídica. Democracia é assim. Você ganha eleição, você perde a eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o caminho da negociação”, disse Geraldo Alckmin à Rede Vanguarda.

Nós, encerrada a eleição, vamos continuar a negociação com os Estados Unidos pra ter um bom acordo, tamos abrindo mercado, fizemos acordo Mercosul-Singapura, Mercosul-Nafta, Mercosul-União Europeia, 27 países da Europa, cresceu mais de 30% em 5 meses as nossas exportações pra Europa. Estamos bem encaminhados Mercosul-Canadá, tanto é que mesmo com tarifação americano nós estamos batendo recorde de exportação”.

Fraude?

Trump afirmou nesta segunda-feira, 26, que a eleição presidencial brasileira que deu a vitória a Lula (PT) pareceu “manipulada”.

Questionado por uma repórter sobre a possibilidade de fraude, o republicano disse que o pleito pareceu “corrupto”. Trump, contudo, ressaltou que não apoiou nenhum candidato.

“Bem, pareceu terrível para mim. Achei que pareceu terrível. Eu não tomei partido, mas pareceu uma eleição manipulada, francamente. Eu não tomei partido, mas foi uma imagem terrível para o mundo. É outra eleição. Você sabe que eleições devem ser inquestionáveis. E pareceu muito ruim para mim. Eu não tomei partido. Não apoiei ninguém nem nada. Mas eu assisti à eleição. Pareceu tão corrupto, tão terrível”, disse.

Trump também afirmou gostar de Lula, mas disse que a prorrogação concedida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi estranha.

‘Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranho”, acrescentou.

Vitória de Lula

A disputa entre Lula e Flávio foi marcada por forte polarização e terminou sob tensão após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) alterar o horário de votação no dia do pleito.

A vitória do petista representa uma virada em relação ao primeiro turno. Em 4 de outubro, Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.

Lula chega, assim, ao quarto mandato presidencial. Ele foi eleito pela primeira vez em 2002, reelegeu-se em 2006, voltou ao Planalto em 2023 e, agora, conquista mais quatro anos no cargo.

A campanha do segundo turno foi marcada menos pela apresentação de programas de governo e mais pela tentativa dos dois lados de elevar a rejeição ao adversário. Lula e Flávio trocaram acusações sobre corrupção, segurança pública, economia e suas respectivas trajetórias políticas.

O ex-candidato do PL prometeu judicializar o resultado. Com informações de O Antagonista.