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Integrantes do PL prometem lutar por impeachment de Lula em 2027
Ricardo Stuckert
Eleições

Integrantes do PL prometem lutar por impeachment de Lula em 2027

Por Vitória Virgínia

Integrantes do PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, prometem atuar desde o início da próxima legislatura pela abertura de um processo de impeachment contra o presidente Lula (PT), reeleito neste domingo, 25.

O primeiro movimento dessa estratégia passa pela disputa pelo comando da Câmara e do Senado. Se, diante de uma eventual vitória de Flávio, até setores mais pragmáticos do PL avaliavam que não seria conveniente para o partido controlar simultaneamente as duas Casas, esse cálculo mudou.

A prioridade da legenda passou a ser conquistar as duas presidências para ampliar seu poder de decisão sobre eventuais pedidos de afastamento do presidente da República e criar condições políticas para levar adiante a ofensiva contra Lula.

A bancada do PL terá 121 deputados federais e 29 senadores na próxima legislatura. São números expressivos, mas insuficientes, por si só, para viabilizar um eventual processo de impeachment. A legenda dependerá de uma coalizão com partidos do centrão para dar andamento à iniciativa.

O comando da Câmara e do Senado

Nesse cenário, integrantes do PL tentam convencer Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), senador e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, a disputar, respectivamente, as presidências da Câmara e do Senado.

Marinho teria hoje cerca de 35 votos declarados, seis a menos que o necessário para superar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Alcolumbre, por sua vez, tem dito a aliados que conta atualmente com 48 votos para ser reconduzido ao cargo.

A missão de Sóstenes é mais complicada. Na semana passada, nove partidos do centrão declararam apoio à candidatura de Hugo Motta (Republicanos-PB): União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade. O chamado blocão reúne hoje cerca de 270 deputados.

Outra estratégia do PL a partir de fevereiro será adotar uma postura de oposição sistemática ao governo Lula. Parlamentares da sigla prometem dificultar a agenda do Executivo e impor uma sequência de derrotas ao presidente no Congresso.

“Se depender da gente, nem medida provisória será aprovada”, afirmou um integrante do partido, sob reserva. Com informações de O Antagonista.