Jarbas Filho: "Não podemos ter novamente na Alepe um presidente que não dialogue com o Palácio do Campo das Princesas"
Reeleito com 50.592 votos para o segundo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado estadual Jarbas Filho (PSD) adiantou, em entrevista exclusiva ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios, nessa quarta-feira (21), que colocou o nome à disposição da governadora Raquel Lyra (PSD) para auxiliar no que necessário for a fim de garantir governabilidade e musculatura política a partir de 2027. Herdeiro político do ex-governador e ex-senador Jarbas Vasconcelos, Jarbinhas teceu duras críticas à oposição e ainda avaliou positivamente o desempenho do partido nas urnas em 2026.
Embora não tenha mencionado nominalmente, o pessedista criticou a gestão de Álvaro Porto (MDB) enquanto presidente da Assembleia. Em sua avaliação, teria faltado ao atual presidente capacidade de diálogo, sobretudo em matérias de suma importância para a população. Porto, por sua vez, defendeu nos últimos anos a soberania, altivez e independência da Alepe em relação ao Poder Executivo.
"Nós não podemos ter, nesta próxima legislatura, um presidente que não dialogue com o Palácio do Campo das Princesas. Não é uma discussão sobre ser parceiro ou subserviente ao governo do estado, mas sobre ser parceiro da população, algo que não ocorre e que muito atrapalhou a gestão da governadora. Acredito que tenha sido por essas razões que, talvez, a governadora tenha se antecipado nas tratativas, o que considero ter sido um movimento bastante assertivo", analisou Jarbas Filho em alusão à escolha da nova Mesa Diretora.
Já em relação a ocupar um espaço na diretoria da Assembleia, o deputado afirmou ter pretensões "não pela presidência ou a primeira-secretaria, mas por presidir um colegiado", o que, segundo ele, garantiria melhores condições de exercer o mandato. Questionado pelo sobre se teria preferência por algum nome do PSD para o cargo de presidente da Alepe, Jarbas Filho disse que não, mas cobrou celeridade nas discussões internas.
"Não tenho preferência por nome algum, mas espero que o consenso seja construído o quanto antes. Fui procurado por nomes do nosso partido e de outros que também estão interessados na disputa, e tenho escutado a todos, até porque conversar não faz mal, mas espero que possamos estar unidos, dentro do PSD, e que, ao final, seja escolhido um nome que tenha compromisso com o espírito público, para que não vejamos novamente o que aconteceu no passado recente", pontuou.